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Atividades para professores

Projeto "Dona Baratinha"

Andreza Melo Menezes

Menina de cabelo longo com semblante sério e um pouco assustado

O texto abaixo é muito interessante para trabalhar leitura, insetos e higiene.

Dicas: Levar para sala de aula, dentro de um vidro, baratas vivas e de plástico.

Certa vez levei lagarta, aranha, barata, gafanhoto e moscas de plásticos dentro de potes transparentes para sala de aula, as crianças ficaram encantadas.

Pasmem, elas não tiveram nem nojo e nem medo, foi a sensação da aula. As crianças tinham 2 anos.

1 – Barata andando pela casa durante o dia não é bom sinal:

As baratas não dormem, mas sabem que é hora de se recolher quando percebem a claridade e só saem quando escurece.

Dentro das casas, a hora de ficar quieta no seu canto é enquanto o homem está ativo, oferecendo mais riscos a ela.

Então, se você tiver um infeliz encontro diurno com o bicho, fique muito (mas muito mesmo!) preocupado.

Baratas em atividade durante o dia indicam que a população está muito alta e não há esconderijos para todas.

2 – As baratas caseiras não têm nenhum papel na cadeia ecológica:

Não precisa ter dó de dar aquela chinelada: aqueles monstrengos que vez ou outra aparecem na sua casa para comer restos de comida e disseminar o pânico não têm nenhuma função nobre no equilíbrio da natureza.

São só uma praga, e ainda carregam doenças. Mas as que vivem na natureza são importantes, já que contribuem para a reciclagem do material orgânico e servem de alimento para vários predadores.

3 – Elas têm pelinhos no traseiro que lhes dão informações detalhadas sobre o inimigo:

Você que já tentou matá-las sabe: o bicho é rápido e tem um baita reflexo.

Isso se deve em boa parte a dois pelinhos que a barata tem no traseiro, chamados cercis.

Eles são capazes de perceber movimentos sutis do ar e lhe permitem obter informações sobre possíveis ameaças, como localização, tamanho e velocidade.

Além disso, elas enxergam muito bem, mesmo quando não há luz, e seus ouvidos são capazes de detectar até os passos de outra barata.

4 – Elas podem roer os seus lábios enquanto você dorme – e deixam ali microrganismos que causam doenças:

Esta é para você nunca mais dormir tranquilamente: as baratas têm o hábito horroroso de roer os lábios das pessoas durante o sono para pegar partículas de alimentos.

Isso é ainda pior se considerarmos que os bichos podem carregar a bactéria da peste, da febre tifóide, da cólera, o vírus da poliomielite, de um tipo de herpes e ainda podem transmitir vários tipos de conjuntivite.

Escova de dente, para que te quero!

5 – Elas têm uma capacidade incrível de se multiplicar e os ovos vingam mesmo quando a mãe morre:

Sabe aquela gosma branca nojenta que explode quando você esmaga a barata?

Aquilo é gordura e contém as reservas de nutrientes que vão alimentar as células do inseto quando faltar comida.

Ali também existem algumas dezenas de ovos, que podem vingar mesmo depois que a mãe morre.

A capacidade de reprodução das baratas é incrível: em 150 dias de vida, apenas uma fêmea consegue botar cerca de 320 baratinhas no mundo.

6 – As baratas conseguem viver vários dias sem cabeça:

Além de conseguir ficar até um mês sem se alimentar, o inseto ainda é capaz de sobreviver por vários dias sem a cabeça.

É que suas principais estruturas vitais ficam espalhadas pelo abdômen e, nesses casos, um gânglio nervoso no tórax passa a coordenar os seus movimentos, permitindo que fujam das ameaças.

Como seu corpo tem um revestimento de células sensíveis à luz, ela ainda pode localizar e correr para as sombras.

Qual a forma mais eficaz de matá-las, então? Anote: aerossóis e outros produtos na forma líquida são eficientes contra a barata de esgoto (Periplaneta americana); para matar a barata de cozinha (Blattella germanica), as formulações gel são as mais indicadas.

7 – Para fugir delas, só correndo para as calotas polares:

Apenas 1% das mais de 4 mil espécies são caseiras.

As outras vivem na natureza, e são tão danadas que conseguem viver em quase todos os ambientes naturais, de desertos a florestas tropicais.

A sua grande barreira ecológica é o frio intenso, mas nem adianta fugir para a Noruega ou a Finlândia: elas aparecerão em versões minúsculas e vão querer se aquecer no quentinho da sua casa nórdica.

A única solução é correr para as calotas polares.

Observação: O texto foi recebido por e-mail.

Fonte: Andreza Melo Menezes: Blog "Meus Trabalhos Pedagógicos" (http://meustrabalhospedagogicos.blogspot.com.br/search/label/Baratas). Fonte da Imagem: Corbis.

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